sábado, 25 de setembro de 2010

Chá, ética, Coca-Cola e cineminha com bebês fofos


Lucas Mendes conta a história de Lipton

Artigo do jornalista Lucas Mendes para a BBC esta semana fala de política e chá ao mesmo tempo. Depois de algumas considerações nas quais desfila sua inteligência, o apresentador de Manhattan Connection conta a história de um tal Thomas Lipton - um “descendente de imigrantes irlandeses que saiu da Escócia e da escola aos 17 anos e chegou em Nova York sem ter onde cair morto”. Quatro anos depois, ele volta a seu país e mostra aos pais as coisas que aprendeu do outro lado do Atlântico: publicidade e apresentação dos produtos. Naquela época, um inglês consumia, em média, 140 litros de chá por ano. Lipton usou suas técnicas, conquistou clientes e, em duas décadas, tinha 300 supermercados na Grã-Bretanha.

Lipton foi um pioneiro na promoção de seus produtos – foi o primeiro a apadrinhar eventos esportivos como o iatismo - e também em autopromoção: investiu energia e dinheiro na própria imagem para tornar-se uma celebridade: “Era vaidoso e egocêntrico, mas com seu bigodão, sua simpatia, gravata borboleta, chapéu de capitão de iate, era atração em Londres e Nova York. Circulava com mulheres lindas, tinha acesso ao palácio. Era amigo do rei”, relata Lucas Mendes.

E conclui: “Nos últimos trinta anos, as folhas de Lipton começaram a apodrecer. As mulheres eram apenas um disfarce. Era gay - enrustidíssimo, como convinha na época. No iatismo, só o chapéu era verdadeiro. A cadeia Lipton se envolveu em escândalos e corrupção, perdeu dinheiro e Thomas Lipton, folha podre, foi jogado no lixo pela própria empresa. A Unilever comprou a divisão de chá, que está próspera como nunca”. É claro que trata-se da marca Lipton de chás, mundialmente conhecida.

Produtos influenciam pessoas, diz especialista

Autor do livro “O poder da persuasão: você pode ser mais influente do que imagina” - com mais de dois milhões de exemplares vendidos em todo o mundo - o especialista em persuasão Robert Cialdini abre uma polêmica do tamanho de um caminhão de refrigerantes. Em entrevista para a Exame, ele destaca que a Coca-Cola está entre as empresas que mais influenciam a decisão de compra das pessoas. Diz ele: “a ideia de que a Coca-Cola é o refrigerante mais vendido leva as pessoas a acreditar que essa é a melhor escolha”.

E acrescenta: “É preciso tempo para conquistar credibilidade. Por meio da publicidade isso pode acontecer mais rápido. Uma ótima estratégia, por exemplo, principalmente quando você não é conhecido, é dizer um defeito e, depois, falar de sua maior qualidade. O slogan da L'Oréal é "nós somos caros, mas você vale a pena". Isso é ótimo, pois as pessoas pensam que a marca é realmente honesta.

Cialdini sustenta que é pela ética que vamos conseguir manter os negócios no futuro. “Se enganarmos pessoas, elas não vão mais confiar em nós. Será um sucesso de curto prazo”, conclui.


Coca-Cola tem atrações hoje na Praia do Leme


Em anúncio criado pela DPZ, a Coca-Cola comemora, neste sábado, o Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias. Na peça, a empresa convida a população a participar da ação que apoia desde 1994. A companhia vai oferecer uma extensa agenda de atividades na Praia do Leme, na Zona Sul do Rio, como coleta de lixo, exposições e palestra sobre o tema.


Sábado é dia de cinema: comercial da água mineral Evian

O filme muito engraçado mostra "os efeitos da água Evian no seu corpo". A trilha sonora com o sucesso da disco "Rapper's Delight" é rodado no Central Park. Repare nos bebezinhos marrentos fazendo coisas incríveis sobre patins e na assinatura da locutora num trocadilho de "Evian" com "Live Young". Comercial perfeito:

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