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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Risco de falência, Dolly pede recuperação judicial


Empregos em risco!
A empresa de refrigerantes Dolly entrou com um pedido de recuperação na 2ª Vara de Recuperações Judiciais, na justiça paulista. Sem poder operar as próprias contas bancárias, a empresa não está conseguindo cumprir seus compromissos. Esta foi a única forma que restou para impedir a falência imposta pela Justiça Federal de São Bernardo do Campo, informou a assessoria de imprensa nesta quarta-feira (27).

O anúncio de recuperação ocorre pouco mais de uma semana após o fechamento de uma de suas três fábricas, localizada na cidade de Tatuí, no interior de São Paulo. A unidade empregava 700 funcionários, de um total de dois mil trabalhadores. As operações nas unidades de São Bernardo do Campo e Diadema permanecem funcionando.

O motivo para o fechamento da fábrica é a impossibilidade de acessar o caixa da empresa. A Justiça bloqueou as contas bancárias relacionadas à empresa e ao empresário Laerte Codonho, dono da Dolly. Ele teve prisão preventiva decretada em maio como decorrência de uma ação conjunta entre o Ministério Público do Estado de São Paulo, a Procuradoria da Fazenda e a polícia. As autoridades justificaram a prisão para evitar a destruição de provas.

Em maio deste ano, Codonho passou oito dias preso temporariamente no 77º DP (Distrito Policial) de Santa Cecília, região central de São Paulo. O executivo é suspeito dos crimes de fraude fiscal continuada, sonegação, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. Investigadores estimam que as fraudes praticadas pelo empresário tenham gerado um prejuízo de R$ 4 bilhões ao longo de 20 anos.

Conhecido por criticar abertamente a Coca-Cola, fabricante de refrigerantes que lidera o mercado do país, ele aproveitou o momento em que era conduzido à delegacia para mostrar às câmeras um cartaz com os dizeres "Preso pela Coca-Cola".

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Dono da Dolly é preso por suspeita de fraude fiscal

Sonegou, dançou!

No Blog do Refri, jamais imaginamos dedicar uma página a tema policial num segmento tão refrescante que envolve somente refrigerantes, águas, chás, isotônicos e energéticos. Mas sempre tem uma primeira vez. Para tudo nessa vida. A Polícia prendeu nesta quinta-feira (10), o empresário Laerte Codonho, dono da fábrica de refrigerantes Dolly, por suspeita de fraude fiscal continuada e estruturada, sonegação, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Estima-se que o montante dos crimes ultrapasse os R$ 4 bilhões.

Codonho foi preso na casa onde mora no município de Cotia, na Grande São Paulo, e levado para o 77º Distrito Policial, no bairro Santa Cecília, no centro da capital paulista. A caminho da delegacia, ele exibiu um pequeno cartaz em que apontava a concorrente Coca-Cola como responsável por sua prisão.

A briga com a gigante americana é antiga: em 2003, ele denunciou a Coca-Cola no Conselho Administrativo de Direito Econômico (Cade) por práticas de concorrência desleal e de abuso de poder econômico. Na ocasião, Cadonho alegava que a empresa sediada em Atlanta queria tirar a Dolly do mercado. Dois anos depois, foi a vez da Coca-Cola processá-lo pelas mesmas acusações.

A Justiça decretou a prisão temporária do empresário. Dois helicópteros da empresa e uma Ferrari, supostamente adquiridos com recursos advindos de atividade fraudulenta, foram confiscados pelo Ministério Público. Em nota, a defesa do acusado afirma que "Em relação à prisão temporária do empresário Laerte Codonho, detentor da marca Dolly, reforçamos que a prisão é injusta. Laerte Codonho sempre colaborou com as autoridades, e tem certeza que provará sua inocência. A defesa recorrerá da decisão e confia na Justiça".