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domingo, 25 de março de 2018

Comercial da Brahma erra em reconstituição histórica confundindo o torcedor brasileiro


Imagem de frame do comercial para Divulgação

\o/ Veja o filme aqui! \o/


Na busca por visibilidade durante a próxima Copa do Mundo da Rússia, a cervejaria Brahma lançou uma edição especial de rótulos de garrafas das edições da competição vencidas pelo Brasil. Um filme comercial já é exibido na TV apelando para a memória afetiva do consumidor. Acontece que a linha do tempo traçada pelo roteiro erra feio na reconstituição histórica.

Como se sabe, o Brasil é pentacampeão mundial e venceu em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. No filme, a Copa de 62, por exemplo, que foi disputada no Chile, é mostrada como se tivesse sido transmitida pela TV em preto e branco. Na verdade, naquele ano, o Brasil ainda não contava com transmissão por satélite (e nem contaria em 66, na Copa da Inglaterra). Os brasileiros “viram” a Copa de 62 ouvindo o rádio.

Mas ainda tem mais. Um segundo erro. Na Copa de 70, os figurantes-torcedores do comercial aparecem diante de uma TV em cores quando, na verdade, a transmissão via satélite, para todos os lares brasileiros, foi em preto e branco. O sistema colorido somente chegaria ao país em fevereiro de 72.

A título de informação, a transmissão da Copa de 70 pela TV teve a inconfundível narração do locutor esportivo Geraldo José de Almeida - o “Galvão Bueno” da época. Faltou pesquisa e informação ao departamento de criação, à produção, ao atendimento e, acredite, ao cliente que aprovou a peça.

Alguém irá lembrar que este blog trata apenas de bebidas não alcoólicas. Mas o fato é que a Brahma (leia-se Ambev ou AB InBev) ainda responde pelas marcas Sukita, Pepsi, Do Bem e do energético Fusion. A empresa fabricou ainda o Guaraná Brahma (descontinuado em 2001), o Limão Brahma (cuja produção foi interrompida em 2004), entre outras marcas.

domingo, 13 de novembro de 2011

Pesos pesados nos ringues e nos aeroportos \o/

Se Cain matou Abel, Cigano (de branco) vingou o falecido...

Cigano nocauteia Cain mas não derruba Galvão

Durou somente um minuto e cinco segundos a luta em que Junior Cigano nocauteou Cain Velasquez e faturou o título mundial dos pesos pesados no UFC – transmitido, pela primeira vez, pela TV Globo. Patrocinaram um dos mais curtos eventos já exibidos na televisão brasileira os anunciantes Fusion (energético), Gilette, Budweiser e Hyundai Veloster. O locutor Galvão Bueno parecia um peixe fora d’água – pouco à vontade com um esporte que não conhece – ao contrário do comentarista Vitor Belfort, que até se emocionou, a ponto de chorar, com o nocaute. Vitor foi autêntico.

Enquanto Galvão insistia – por três vezes - que estavam ali no ringue “os gladiadores do terceiro milênio” (aonde ele arrumou essa?), Cigano tratou de encurtar seu caminho rumo ao cinturão. Ao final da luta, o ex-garçom colocou na cabeça um boné onde se lia a marca Bony Açaí, empresa paraense, produtora de polpa de açaí e seus derivados, como sucos e mix. O fabricante patrocina o também lutador Lyoto Machida.

Em nenhum momento foi dito que este é um esporte, praticado por atletas muito bem preparados - que aliás, se cumprimentam com respeito após a luta. Os golpes ali praticados não devem ser repetidos por crianças ou por marmanjos mal educados que partem para a ignorância em qualquer situação corriqueira. Se a popularização do esporte descambar para a briga de gangues e de rua terá sido um mau negócio.

Vending machines nos aeroportos

A Infraero assinou contrato com três empresas para a instalação de máquinas de venda de alimentos e bebidas nos doze aeroportos das cidades que sediarão jogos da Copa do Mundo. Os 143 pontos de vendas distribuídos pelos saguões e salas de embarque e desembarque de voos domésticos e internacionais. Os equipamentos serão instalados ainda em 2012. O serviço já existe em aeroportos no exterior.

Não serão vendidas bebidas alcoólicas, mas refrigerantes, sucos, água, café e chás, além de lanches como salgadinhos e sanduíches. Uma das concessionárias, a DP Brasil, afirma que as máquinas oferecerão os produtos com custo mais acessível aos usuários. Será que os demais pontos de venda – lanchonetes e restaurantes que inflacionam os aeroportos – vão topar?

sábado, 12 de novembro de 2011

"Bem, amigos.Vai que é tua, Júnior Cigano..."


Energético Fusion nocauteia concorrência no UFC

O energético Fusion Energy Drink – da Ambev – comprou uma das cotas de patrocínio da luta de MMA que será transmitida na madrugada deste domingo, direto dos Estados Unidos. Parece que os demais anunciantes "comeram mosca". O Ultimate Fighting Championship (UFC) marca uma nova fase no Brasil e dá um grande passo para conquistar ainda mais fãs tanto aqui quanto nos Estados Unidos. Antes restrito aos canais fechados e aos fanáticos pela troca de socos e pontapés, o negócio primeiro evoluiu para um canal exclusivo – o Combate – e para a Rede TV. Agora, o esporte praticado em uma arena de oito lados iguais chega às grandes redes de TV.

Nos Estados Unidos, a Fox faz a primeira transmissão do evento ao vivo em TV aberta. No Brasil, a Rede Globo marca sua estreia como detentora exclusiva dos direitos de transmitir o UFC. Mas tem um problema: você vai ter que aturar o Galvão Bueno e suas inteligentíssimas expressões como "ergue o braço o juiz" ou ainda "meteu pra fora" ou quem sabe até "vai que é tua, Júnior Cigano". Apesar do locutor que fala até durante "minuto de silêncio", nem tudo está perdido. O Arnaldo Cesar Coelho, por exemplo, não vai comentar a arbitragem, pois não sabe se "a regra é clara" também na luta livre. Caberá a Vitor Belfort analisar a luta entre o brasileiro Júnior Cigano e o campeão Cain Velásquez. Este será o último confronto da noite e o único transmitido ao vivo pela Globo.

Quepasa hombre?

Essa é da coleguinha Flávia Oliveira de O Globo: a Coca-Cola e a Quepasa Games fecharam parceria para o game Cidade Maravilhosa – que tem 5,1 milhões de usuários.

É hora do lanche que hora tão feliz...

Mais uma opção para o lanche das crianças. Chega aos mercados a linha de sucos infantis Fast Fruit Naturendes da Globalbev. O produto - nos sabores manga, maracujá, pêssego e uva - está disponível em embalagem tetra pak de 200 ml.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Produtos com nomes estranhos. Existem?



O pequeno detalhe que faz a grande diferença...


Deve ser muito difícil entrar no mercado brasileiro com um nome que cause estranheza aos nossos ouvidos. Uma importante instituição financeira alemã, por exemplo, jamais emplacou por aqui. Também, com o nome de Bundesbank, quantos clientes estariam dispostos à gozação? Certas marcas de automóvel devem sofrer para “emplacar” nomes mundiais como Picasso, Picanto e Chana. E, engraçado, a despeito do machismo brasileiro, ou talvez por causa dele, os dois primeiros foram absorvidos sem maiores problemas pelo consumidor. Mas, justamente a terceira – a chinesa – é a que mais rejeição tem. Nos anos 70, quem sofreu foi o Ford Pinto – que teve fraco desempenho por aqui. De vendas, quero dizer.

Para evitar transtornos desse tipo, a marca Sony – me disse certa vez o saudoso professor Valladão, de marketing da UFF - somente foi adotada pela Tokyo Tsushin Kogyo, do empresário Akio Morita, depois de um levantamento mundial. Os caras tomaram o cuidado de ver o significado de Sony em cada canto do planeta e em nenhum lugar o nome gerou qualquer desconforto, sendo adotado em seguida.

Quando virou notícia no mundo todo, o mafioso italiano Tommaso Buscetta trouxe problemas para os apresentadores de telejornais no Brasil. O jeito foi inventar o “Busqueta” embora a pronúncia fosse mesmo outra. E quando a seleção brasileira joga contra a do Peru? O locutor sofre: expressões como “não dá mole”, “endurece”, “cresceu no primeiro tempo mas se encolheu no segundo”, “tá jogando duro”, “joga pelas pontas”, “adotou a tática de penetrar pelo meio” são inevitáveis. Se vira, Galvão Bueno...


O Picanto da Kia coreana ao lado do americano Ford Pinto e o mafioso italiano

O atento amigo Marco Antonio – de Jundiaí – me sugeriu esta pauta. Ele descobriu no mercado japonês o chá pronto para beber, vendido em latas, da marca “Sokenbicha”. E ele alerta: “Esse nome é politicamente incorreto no Brasil!”. É mesmo, e em dose dupla.