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sábado, 10 de dezembro de 2011

Presentes para toda família - até para o cãozinho


Um refrigerante bom pra cachorro

Se o seu cão ainda não escreveu a cartinha para o Papai Noel – e acreditamos que ele nem vá – é hora de usar de criatividade e pensar num bom presente. Algumas marcas brasileiras inventam novos produtos.

Entre as novidades nas lojas especializadas estão um carrinho (R$ 320) para ele passear sem maior esforço, roupinha de Papai Noel (R$ 25), um divã para descanso (R$ 210) e uma guia importada e decorada com cristais (R$ 469). O item mais barato (R$ 8,30) é mesmo um refrigerante especial, no sabor carne, que promete fazer seu pet beber até cair.

Donos de animais de estimação têm cada esquisitice...

Presentes e ceia para todos os bolsos no Natal

Às vésperas do Natal, o consumidor não deve se surpreender com preços de alimentos e presentes. Os gastos com as comemorações podem ser divididos com a preparação da ceia e com a compra dos presentes. Segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas, os itens mais essenciais para a ceia – sem contar os importados – subiram em média 4,65%, abaixo da inflação medida pelo IPC/FGV que foi de 6,29%, entre Dez/2010 e Nov/2011. Os principais vilões foram: Cerveja (14,16%), Refrigerante (10,82%) e Bacalhau (10,34%). Em compensação, itens não menos essenciais, como: Azeite de Oliva (-9,08%), Frango Especial (-2,44%) e Vinho (-1,17%) ficaram, em média, mais baratos.

O estudo feito pelo economista André Braz mostra que os presentes em geral também subiram menos que a inflação no período, em média, 5,50%. Os vilões para esta categoria foram: as roupas infantis (12,31%), masculinas (8,64%) e femininas (7,71%). Em contrapartida, vários outros itens para presentear registraram queda em seus preços, entre os quais, vale citar: aparelho celular (-10,12%), videogame (-9,66%) e televisores (-6,64%).

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Vamos falar de PET, mas qual PET? A garrafa, a roupa ou o ex-jogador? E mais: a inflação e os ingredientes do refrigerante que você bebe






FGV levanta a inflação das férias

As férias escolares exigem muito do orçamento familiar. Quem for viajar, vai encontrar as passagens aéreas (13,71%), hospedagem (12,83%) e refeições (9,42%) com aumentos superiores à inflação acumulada nos últimos 12 meses até junho de 2011, que está em 6,40%, segundo o IPC/FGV. Em casa, reforçar a despensa com as guloseimas favoritas de crianças e adolescentes também ficou mais caro.

No estudo feito pelo economista André Braz, bolo (15,19%), batata-frita (11,46%) e salsicha (10,27%) estão com preços mais altos. O lazer na cidade também subiu de preço. A entrada para o teatro (11,12%) e o sanduíche (9,25%) na saída também tiveram seus preços elevados acima da inflação. O refrigerante consumido fora de casa ficou 9,46% mais caro – bebido em casa, fica mais barato que a inflação (6,05%). O suco de fruta ficou 7,34% mais alto no período pesquisado.

Garrafa PET: você ainda vai vestir uma

Está nas lojas da Billabong a partir de hoje a coleção Recycler Series. A iniciativa é fruto da parceria entre a loja de roupas e a Água Schin e tem o objetivo de buscar soluções criativas para contribuir com o meio ambiente. A informação é do site Ciclo Vivo. A nova marca traz roupas masculinas produzidas a partir da fibra extraída de garrafas PET – juntando atitude com sustentabilidade.

Os parceiros destacam o valor social e ecológico do lançamento. Os produtos apresentam toque rústico e cores nas cores preto, mescla (aquela cor de burro quando foge) e azul.

Os ingredientes do seu refrigerante (2)

Dando continuidade à saga que começou com o guaraná, o Blog do Refri mergulha hoje em mais uma misteriosa poção mágica que está na receita do seu refrigerante. É jornalismo investigativo de dar inveja em Caco Barcelos e Chico Otávio. Recentemente, um programa de rádio nos Estados Unidos revelou que a Coca-Cola, por exemplo, teria óleos de noz moscada, de limão, de laranja e de neroli (semelhante à tangerina, mexerica ou bergamota dependendo da sua região no país) e ainda coentro, canela, baunilha, álcool (para fermentação por 24 horas) e um certo Nerol 40. Tais ingredientes seriam os tais “7 X” que integram este grande segredo de marketing. A companhia deixou a Índia por 16 anos justamente por não aceitar revelar ingredientes e dosagens de seu produto. São mistérios que despertam grande curiosidade do mercado consumidor.

Pode ser que quando John Pemberton inventou a Coca-Cola em 1886 e Caleb Davis Bradham criou a Pepsi dez anos depois, insumos como folhas de coca e noz ou casca de cola estivessem na composição de seus refrigerantes. Mas uma alta fonte da Coca-Cola (que não revelamos nem sob tortura) sempre afirmou que estes dois ingredientes foram deixados de lado há muito tempo – o primeiro, por motivos óbvios, dada à ilegalidade no mercado internacional. Apesar da negativa, a agência antidrogas peruana Devida - www.devida.gob.pe - afirma que a companhia compra 115 toneladas de folha de coca do Peru e 105 toneladas da Bolívia por ano, para usar como ingrediente em sua fórmula secreta. Em 2005, na Bolívia, o presidente Evo Morales também disse que a Coca-Cola usa a planta na fabricação do refrigerante. Mas a credibilidade do mandatário boliviano não anda muito em alta. As folhas do arbusto da coca têm 14 alcalóides, e entre eles, a cocaína. O extrato da coca contém proteínas, vitaminas, carboidratos, gorduras, fibras, cálcio, fósforo e ferro e tem propriedades analgésicas e estimulantes, aplacando a fome e a fadiga.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Inflação e reciclagem na vida de um refrigerante

Inflação: repassar ou não repassar?

As rivais Pepsi e Coca-Cola decidiram não repassar para o consumidor norte-americano os custos de produção nos últimos doze meses, em torno de 9%. Executivos dos dois fabricantes trabalham com a possibilidade de aumento médio próximo de 3%. Em entrevista a Alan Rappeport, do Financial Times, o CEO da Coca-Cola, Muhtar Kent, explica que o consumidor daquele país ainda está debilitado pela crise mundial que o então presidente Lula chamou de “marolinha”.

Se o consumidor norte-americano está sendo poupado pelos fabricantes de não-alcoólicos, o mesmo não se pode dizer do brasileiro. Pesquisa da Fundação Getulio Vargas, de junho de 2010 a maio de 2011, mostra que o reajuste dos preços destas bebidas ficou em 6,89% contra uma inflação no período de 6,37%. Segundo o economista André Braz, o aumento real do setor foi de 0,49%.

PET vira peça de design no Canadá

Esta saiu publicada no site Ciclo Vivo. Preocupados com o uso exagerado de garrafas PET, principalmente pela indústria de bebidas não-alcoólicas – e com o impacto ambiental que causam - designers canadenses resolveram investir no programa SOB (Save Our Bottles) reutilizando as embalagens que teriam como destino os aterros sanitários.

A solução encontrada pelo estúdio de design Human Republic (HR) foi dar a essas garrafas uma segunda chance e um novo propósito de vida. O “UpCycle” reutiliza as garrafas que ficam suspensas em uma armação de metal, de aço inoxidável, e abrigam flores coloridas. É uma boa solução para evitar dados preocupantes.

Quando não reutilizadas, as unidades descartadas contaminam lençóis freáticos, rios e solos. No Canadá mais de 235 mil toneladas são geradas e apenas 36% deste material são recuperados ou reciclados, segundo estudo da Environment and Plastics Industry Council (EPIC), no Canadá.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Entre inflação e serpentina surge um peru cansado

FGV e a inflação no carnaval do brasileiro

Seja qual for a bebida escolhida para rebater o calor e o cansaço - café (9,15%), refrigerante (7,06%) e chopp (11,21%) - todas elas venceram a inflação dos últimos 12 meses (6,02%) e aumentarão os gastos dos foliões em 2011. Pesquisa da Fundação Getulio Vargas, divulgada em plena folia de momo, revela que mesmo para os que pretenderem levar a cerveja de casa esse ano não vai ser igual aquele que passou: embora mais barata que nos bares, a cerveja comprada nos supermercados está (11,41%) mais cara que no carnaval de 2010. Se junto com a bebida vier um sanduiche (8,12%) ou uma refeição (8,27%) os foliões também perceberão preços mais salgados. Outros serviços - também procurados no carnaval ficaram mais caros - hotel (10,98%), estacionamento (16,35%) e clubes de recreação (9,58%).

Segundo o estudo levantado pelo economista André Braz, a inflação média dos bens e serviços do carnaval ficou em 6,29%, superando o IPC/FGV, que subiu 6,02%, entre março de 2010 e fevereiro de 2011.

E quando a ressaca chegar?

Por enquanto é só folia. Este ano marca a estreia do bloco "Peru Cansado", no Recreio dos Bandeirantes - zona Oeste do Rio. Tem ainda o "Enxota que eu vou", "Rola preguiçosa mas não falha", "Vem ni mim que sou facinha", "Largo do Machado mas não largo da cerveja", "Perereca do Grajaú", "Que merda é essa?" (este o mais polêmico por exibir uma camiseta com ilustração de Ziraldo na qual o escritor - e grande brasileiro - Monteiro Lobato aparece abraçado a uma mulata.

O primeiro parágrafo foi só para divertir o querido leitor e disfarçar o real objetivo dessa conversa: a ressaca depois de tantos dias de chuva, suor e cerveja. A página de saúde de O Globo ouviu especialistas que recomendam: para aumentar a resistência beba sucos de frutas cítricas, como laranja, abacaxi, limão e tangerina (bergamota ou ainda mexerica, dependendo da região do país).

Gerente de nutrição do Hospital do Coração, em São Paulo, Rosana Perim sugere que o folião desfile bem longe das frituras e salgadinhos. Nesses dias de "viradas" e "samba no pé" vão muito bem as frutas, sorvetes e picolés e ainda: água, sucos de frutas e água de coco - esta última com a qualidade de repor minerais e promover imediata reidratação. Chora cavaco!

E por falar no Peru Cansado...

Foi um sucesso a estreia do Peru Cansado, "o maior bloco carnavalesco da Praia da Macumba", segundo as palavras do seu mentor e mais entusiasmado folião, o jornalista Marco Aurélio Ramidam. De frente para as ondas - para surfista nenhum botar defeito - a alegria foi total. No quiosque Point 5W, o puxador estava tão animado que cantou "linda morena, da cor de Madalena, tu não tens penas" - claro que a linda morena não tem penas! Confira as fotos...


Faixa de convocação, galera à beira-mar e os puxadores ao lado do mentor (de azul)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Preços diet/light engordam custos do consumidor

Refrigerantes sem açúcar também são mais caros


Pesquisas recentes indicam que o brasileiro vem ganhando peso nos últimos anos e a opção pela linha de alimentos light e diet deverá conquistar novos consumidores. Mas enquanto tais alimentos podem ajudar a frear o avanço do ponteiro da balança o que passa a engordar são os gastos.

Segundo levantamento feito pelo economista da FGV André Braz, na hora de comprar, o preço de um produto light/diet pode ser 26,76% mais caro que a versão comum, como no caso dos iogurtes. A menor diferença foi verificada para os refrigerantes, cuja versão light/diet pode ser em média, 6,17% mais cara.

As variações dos preços de uma seleção de produtos comuns e de seus similares light/diet foram próximas entre setembro de 2009 e agosto de 2010. A primeira categoria caiu 8,79%, enquanto os produtos para dieta caíram 6,31%.



No Twitter: @BlogdoRefri


segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Truques do marketing para fazer você gastar mais e consumir sempre


Conhecer os sinais pode ajudar o consumidor


Ao conjunto de ideias postas em prática para atingir determinado objetivo o ser humano globalizou a palavrinha em inglês “marketing”. A melhor e mais curta definição de marketing que ouvi foi “mercado em movimento”, do saudoso professor Valladão, do curso de Publicidade da UFF. O marketing contempla ações de promoção, publicidade, vendas, divulgação, assessoria de imprensa, gestão da informação, relações públicas, inteligência competitiva, responsabilidade social entre outras com estratégias para cada um dos diferentes segmentos de mercado. As fábricas de refrigerantes, por exemplo, gastam fortunas combinando estas ferramentas para conquistar fatias maiores do bolo ou, simplesmente, para garantir o seu pedaço.

Quando entra num shopping, num supermercado ou mesmo numa feira, o consumidor é bombardeado por uma série de sinais, muitos dos quais não consegue identificar. O Blog do Refri vai “ler” alguns deste artifícios. Por exemplo, alguém já viu um relógio num shopping center ou mesmo percebe quando anoitece? Dificilmente. O objetivo é que o consumidor ali permaneça o maior tempo possível e perca a noção do tempo. O chão também é muito liso para que andemos mais devagar. Sem pressa! Como o público masculino é menos afeito a bater perna e olhar vitrines, as lojas para estes consumidores – repare só – ficam sempre perto das entradas ou das escadas rolantes. Isso é estratégia. Já as consumidoras têm um espírito, digamos, mais desbravador e vão mais longe atrás daquele item ou desconto.

No supermercado, o açougue fica sempre no fundo para que o cliente percorra corredores e gôndolas e acabe comprando por impulso antes de chegar à carne. Preços de refrigerantes e cervejas costumam baixar no sábado. Isso impulsiona também a venda da carne para o churrascão da família. Nas gôndolas mais baixas estão os produtos mais atraentes para as crianças. O economista da FGV, André Braz, destaca que até nas feiras livres o consumidor recebe muitas mensagens mas nem sempre as percebe: “Ao entrar na feira observe o número de caixotes atrás das bancas. Quanto mais caixas maior será a oferta – preço melhor - porque o feirante tem mais estoque”. André alerta ainda: “O consumidor encontrará preços mais caros e menos ofertas nos supermercados nos primeiros dez dias do mês. É neste período que o trabalhador – que acabou de receber salário - tem mais dinheiro no bolso e, por isso, gasta mais”, conclui.
O Blog do Refri... around the world
A ferramenta Sitemeter permite que sites e blogs "vejam" onde estão seus leitores. Além dos queridos brazucas que estão na terrinha, já identificamos visitantes em vários pontos dos Estados Unidos, e também do Canadá, Reino Unido, França, Portugal, Suécia (de uma lan house), Moçambique, Israel, Índia, Indonésia, China e Japão. A estes leitores um grande abraço. Estamos juntos!
Amanhã: Coca e Pepsi desbravam mercados na Ásia
No Twitter: @BlogdoRefri

quinta-feira, 10 de junho de 2010

FGV pesquisa preços de refrigerantes e da pipoca para o Blog do Refri



Nos últimos doze meses, os preços dos refrigerantes “light” e “diet” – comprados nos supermercados - subiram 7,38% contra uma inflação no período de 5,47%. Os refrigerantes convencionais (5,94%) saídos das gôndolas também superaram o IPC no período pesquisado pela Fundação Getulio Vargas.

Segundo o economista André Braz, os dados revelam um fato curioso: “Normalmente se verificam aumentos maiores nos bares e restaurantes, uma vez que o preço embute também um serviço. No bar, uma lata pode custar R$ 2,50 e no mercado pode sair por R$ 1,20. Ocorre, no entanto, que nos últimos doze meses, o preço do refrigerante no balcão ou na mesa do bar subiu menos que a inflação (5,17%)”, explica.

Às vésperas da Copa do Mundo, nada melhor que mastigar alguma coisa para acompanhar seu refrigerante favorito diante da TV. Para proteger o bolso, sugerimos uma pipoquinha que, segundo a pesquisa, ficou bem abaixo da inflação: apenas 3,84% no período. Agora é só comemorar!